terça-feira, 5 de outubro de 2010

Me enganando

É assim que acordo feliz
Com a certeza de que irei te ver
E falar sobre coisas banais,
pra não te deixar perceber
Que queria mesmo era falar daquele amor que já declarei,
e depois arrependida, calei.
É assim que consigo sorrir,
vendo esse sorriso sincero
mesmo mentindo pra ti
ao dizer: "Não se preocupe, de ti nada espero."
É assim que consigo pensar
Quando olho pra ti e me atrevo a sonhar
com um futuro só nosso
mesmo no fundo sabendo que não posso.
Mas acredito, sonho, penso e quase omito.
Pra me proteger, me guardar me defender.
Porque é tanto que sinto que não dá pra esconder.
E assim eu sigo, feliz, sorrindo, pensando e contigo.
Contigo? Me enganando...

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Nossa casa.

Que vontade imensa de voltar pra casa, sabe a nossa casa? Onde você me espera, tranquila paciente para que eu dê um sentido para o seu dia e você para o meu. Onde iremos sentar e talvez conversar, mas sentir que a solidão de estar em meio a tantas pessoas se acaba e somos tomadas pela alegria de sermos nossas, de estarmos juntas e completas novamente. Que vontade de voltar pra casa... que saudade!

Morte da Menina


Tenho meu tempo, meu jeito minhas manias, meus defeitos.
Grito, brigo, xingo e mando descaradamente.
Sou cruel se for preciso, sarcástica e deboxada.
Sou uma puta, não quero ser amada.
Não tenho mais amor pra dar, o robauram de mim
e deixaram-me desalmada.
É o fim daquela menina doce e sincera que vivia em mim.
E eu sei... a culpa é minha eu a matei,
e todos os seus sorrisos, eu calei.

domingo, 26 de setembro de 2010

Perdição.

Quero tirar a tua paz, revirar a tua vida,
trazer pra fora essa mulher escondida.
Quero ser o teu vício, tua perdição e a tua loucura
pq só assim vou saber que terei deixado em ti,
as mesmas marcas que deixas em mim.

Autocontrole

Quero um pouco de mim, quero me sentir no controle e conseguir expor meus versos assim:
sem tu nas entrelinhas, sem teu nome no verso, sem a tua lembrança claramente estampada com a tinta da minha caneta. Quero a minha paz o meu mundo de volta.
Me ensina! Quero ser assim, altiva, controlada um verdadeiro poema de rimas marcadas, aonde está escrita uma linda história, mas que não deixa dúvidas quanto ao final. Tão triste e vazia que acaba se tornando um poema normal.

Tem apenas um corpo.

Eu to cansada dessa vida sem rumo
De não saber de onde vim
e muito menos aonde vou chegar.
Quem sabe um dia eu não sumo,
pra quem sabe nunca mais voltar

Você não sabe o que é melhor pra mim,
Nem ao menos tem amor pra dar.
Tem apenas seu corpo meu bem... um corpo, um rosto, você.

Eu to cansada de não ter o que falar
e quando me vejo perdida
Lá vou eu, te procurar
Já não faz sentido, voce entende isso?
Não e nem se importa, afinal, qual seu compromisso?

Você não sabe o que é sofrer assim.
Nem ao menos tem amor pra dar.
Tem apenas seu corpo meu bem... um cheiro, seu cheiro, você

Você sabe o que é melhor pra mim.
Mas nem ao menos tem amor pra dar.
Tem apenas meu corpo meu bem... minha mente, minha alma, eu pra você.

domingo, 5 de setembro de 2010

As Horas.

"Passa tempo, e vai me levando contigo. Deixando pra trás os meus rastros e trazendo pra mim as lembranças. Chega hora, passa minuto, nada fica, nada sobra. Teu tempo, nosso tempo, carrega tudo consigo e só deixa sobrar história. Passa tempo, sempre passa, nunca me esquece, nunca me deixa."

Quem foi?

"Quem ousou dar-te a capacidade de definir quando vou chorar e quando vou sorrir? Hoje eu tenho o sorriso no rosto, estou feliz. Mas lembro de ontem quando chorei rios e do amanhã que choroso está por vir. Eu não fui. Me pergunto apenas se um dia a dor diminui. E quando não mais estiveres aqui para definir os meus sentimentos? Penso no vazio, na diversidade de pensamentos, na falta de anseios amorosos, na solidão que não se apazigua com qualquer argumento. Quem foi, que te permitiu ser tão bela, cruzar o meu caminho, destruir a minha vida? Quem foi que te trouxe até aqui, onde tranquila eu vivia? Quem foi que levou a minha paz e me trouxe sua rara companhia? Quem foi Deus? Quem foi?"

Não sinto nada.



E então me vejo confortavelmente perdida em meio a tanto silêncio. Foi
assim que eu quis, eu lembro. Sinto o corpo dormente, a visão embaçada e o
humor extremamente estável. Estou bem, tão bem, que faço isso todos os dias
dali pra frente. As vezes mais, as vezes menos, mas preciso ficar assim, sem
sentir. Não tenho mais dor, não tenho mais mágoa nem rancor. Não tenho
fome, não tenho sede, apenas meu cigarro, mas não lembro porque motivo
ele está no meio dos meus dedos, se já não preciso fumar.
Não sinto nada, nem o toque da minha própria mão no rosto. Nem ao menos
sinto quando caio no chão do banheiro batendo de cabeça no azulejo e
percebendo o sangue a escorrer pela minha testa. Não sinto a navalha, não
escuto as palavras que essas pessoas a minha volta falam... enfim eu
consegui meu amor... já não sinto nada.

Meus limites?

Meus limites.
Tão tênues e confusos dentro de mim que
em em meio a turbilhões de desejos e conceitos,
se perdem. E quando tento de forma teimosa adquiri-los,
novamente sou invadida pela minha personalidade que teima
em dizer: "Não aceito meus limites. Não aceito me limitar."
Pobre de mim, quanto ainda será preciso que
me machuquem para que eu possa conhecer a mim mesma.

Falsa vida.

"Eu não posso mais. Não posso mais fingir que tá tudo bem. Terá que ser assim para sempre? Terei sempre que fingir ser feliz? Você recebe meu sorriso falso e nem ao menos se importa. Escuta minha eterna mentira "estou bem" mas não se dá ao trabalho de escutar direito quando no fundo eu digo "me ajuda". Tenho tanta dor pra fingir, tanto amor pra guardar, tanta lembrança pra esquecer. Uma vida é pouco, muito pouco se você não me ajudar. Tão pouco que eu desisto sem você... eu desisto."

Espera.

"Como pode ser dura a espera. Principalmente quando se sabe que quem se espera, simplesmente não sabe como é ficar a espera, de quem não sabe que alguém o espera."

Opostos.

Sua tristeza, minha felicidade.
Sua tranquilidade, minha inquietude.
Não que tú sejas triste, não que eu seja inquieta.
Teu mundo, e meu mundo, entende?
Sou teu oposto por consequência,
Tú, minha paixão por eloquência.
Nós... tristeza por mera inconsequência.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

As cores da vida.

"Olho procurando pelos cantos, pelos pequenos espaços
Com meus olhos jovens mas tão cansados.
De todas as cores falsas desbotadas pela dor.
Que tão profundo amor pode sentir um jovem coração?
De quantos amores é preciso fugir, para compor uma canção?
E quando meu olhar não mais for jovem,
e quando meu coração não mais notar as cores,
sejam elas vivas ou manchadas pelas dores.
Quando a minha alma perder o seu sentido,
saibas que é contigo que irei sem medo,
novamente a procura das cores falsas das quais
um dia, eu havia desistido."

Automutilação

"A navalha fria e sinuosa de encontro a superfície quente e trêmula da minha pele. Preciso tanto quanto do meu cigarro para acompanhar a bebida. Preciso que rasgue a minha pele, que faça transbordar a dor que estraçalha meu interior lentamente na tentativa de sair, extravasar, se dissipar perdendo-se pelo ar. Preciso tanto dessa dor que a falta dela, causa-me um estranho pavor. Um medo gigante de não aguentar. E no fim de nada adianta ficar magoada... não ouve você para me acalmar! Não adianta mais gritar calada... cansei de me escutar."

Quando as palavras me fogem

"Me vejo a procura da calmaria da solidão.
Quero a caneta e o papel. Elas precisam sair.
O silêncio me devolve a calmaria momentânea
que existe apenas para que eu tente achá-las.
Amo minhas palavras, mesmo quando elas
não se encontram, não se completam.
Elas são como o antídoto para o pesadelo interno
que eu chamo de dor.
E eu agradeço por ter as palavras, ao invés da coragem"

Meu erro.

"Meu erro foi ter me rendido a um amor
que eu não sentia.
Te permiti cuidar da minha alma e tudo,
em nome do teu amor.
Teus anseios, teus sentimentos, tuas vontades,
e teus medos em mim.
Me transformei em ti para ser digna do teu amor,
sem te amar.
E te amei... por me amar."

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Sonho

"Então do devaneio restou o medo, ao acordar, a incerteza. E se todos os fatos que que um dia lhe contaram sobre realidade, não passasse de irrealidade? A sensação era estranha, as mãos trêmulas, os dentes trincados, os suor escorrendo-lhe pelo rosto e o olhar tentando não percorrer os cantos escuros do quarto, com medo de ver o que já havia visto. E se não houvesse mais volta?"

O Escritor.

"Novamente sob a fraca luz do abajur, com a velha caneta e um pedaço de papel qualquer, esculpia suas palavras vindas de um vocabulário escasso. Mais um momento em que se via tomado pela solidão daquele vazio que há muito tempo o acompanhava e por aquele sentimento estranho que agora vinha bagunçar o seu vazio, os seus versos e a sua vida."

Me rendo.

"Me rendo...
achei que fosse capaz, achei que não fosse tão difícil. E não foi.
Não houve dificuldade, pois não houve batalha você simplesmente me invadiu, e bagunçou a minha vida sem pedir permissão.
E eu... a princípio neguei, xinguei, fingi lutar quando na verdade, nada mais podia ser feito, na verdade, era inevitável que acontecesse.
"Me rendo a esse amor, mas não me rendo a mim mesma" palavras minhas, palavras de quem se esconde atrás do orgulho pra não se sentir assim, tão vulnerável, tão ferida. Não posso deixar que meus impulsos me dominem, que deixem que teu rosto se torne o meu horizonte. Não posso deixar tudo pra trás... pq não há nada na frente. Não existe um destino nosso, existe apenas um vazio a nossa frente. Não há como prosseguirmos juntas. Não há nada reservado pra nós."

Inconsequência.

"Pq ainda me olhas, me chamas, me falas, me enlouqueces?
Não é suficiente o tanto que tens de mim?
Um tanto que me faz falta, tanta, que chega a doer.
Quero esquecer pra não lembrar, enquanto minha mente tenta lembrar pra não esquecer.
Viu o que fez de mim? Me encontro como uma louca, a procura de um cigarro, já com a voz rouca. De gritar calada, no meu sonho, no meu quarto, enquanto dormes tranquilamente demonstrando que podes inconsequentemente, brincar e machucar."

Bella no Chão.

"Que dizer diante de tão sublime visão?
Conversar, beijar, tocar?
É mais fácil deixar os olhos fotografarem,
tamanha beleza, estendida no chão."

Você.

Você realmente deve achar engraçado,
a maneira como eu sofro, como eu choro,
como torço para no telefone ter o seu recado.
Dizendo: Oi! To viva! To bem! Não demoro.

Você realmente deve achar divertido,
me ver perdida fazendo bobagens, infantilidades,
usando meu orgulho como escudo,
para não morrer em meio a tanta sensibilidade.

Você realmente deve ser forte,
ou na verdade, nem se importa.
Queria ver sua fortaleza
se todo esse amor, batesse na sua porta

E se você pensa que eu não sei... eu sei. Tudo que você
quer, e tudo que não vai ter. Não irei preencher seu vazio,
nem te deixar perceber, o tamanho da minha dor por
não ser capaz de ser, tudo que você gostaria de ter.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Mentira.

Me pergunta porque quer saber?
Prometi a mim mesma não falar.
Talvez assim eu consiga esquecer,
um sentimento que vive pra me atormentar.

Chora querida, quero te ouvir gritar.
Gritar por toda a dor que eu sinto,
por tudo que jamais vou falar,
e por todas as vezes que te minto.

Em suas Asas.

Sempre batendo as asas e eu te puxo, te peço,
tento te prender e quase te imploro:
fica perto, olha pra mim finge que gosta do que eu falo.
Fala comigo, me toca com carinho, finge que quer ficar.
Assim poderei sorrir, assim poderei respirar.
Finge que vai ficar, que eu finjo acreditar.
Sou criança,
e te envolvo na minha dança.
Sou amiga, sou fiel,
tanto que minha fidelidade cança
Posso ser o teu céu,
mas me cuido para não ser,
pois no momento que te faço enlouquecer,
viro maldade e percebo que no fundo,
não sou nada na verdade.
Fiquei tanto tempo olhando pra dentro,
que nem percebi a paisagem distorcida.
O cinza do céu, com o marrom das folhas,
como briza na minha alma refletida.

O azul, o verde e o amarelo perdi,
não sei se o tempo levou,
ou fui eu que esqueci,
da infância que acabou.

Choro as faltas das cores?
Gosto do cinza e do marrom.
Mas eles me lembram minhas dores,
deixadas pelos meus amores.

E volto a olhar pra dentro.

É meu

Sabe quem eu sou? Sei que sou mais, bem mais do que tu consegues ver. Não quero me mostrar, não quero te deixar perceber, que não dá mais pra guardar. Talvez eu te conte... não sei. Tenho medo de declarar teu, tudo que eu teimo em dizer que é meu... é meu..."

sexta-feira, 14 de maio de 2010

O que seria tudo isso pra ele? Com seu rosto feio, barba por fazer, cabelo desgrenhado profere palvras que evidenciam seu bom vocabulário. Parece o mais interessado em seu próprio discurso. Acho engraçado. Tento escutá-lo tanto quanto a menina sentada em minha frente, retirando seu esmalte rosa choque com os dedos. Duas mulheres conversam, e logo após, viram seus rostos em direção ao telão que projeta fotografias pouco interessantes. Alguém balança a cabeça enquanto ele fala. E eu? Me permito perder em divagações interiores enquanto ele se esforça para que os outros entendam suas divagações. Coitado! Dele ou de mim?

5 minutos

Penso que foram apenas 5
Fico feliz, quero sorrir.
Onde estvam todas essas palavras,
qundo eu precisava ouvir?

Fui minha, só minha,
e de meus pensamentos.
Sem amor, sem dor.
Eu e meus próprio argumentos.

É bom ser minha,
mesmo sem me gostar.
E quem sabe sentir-me sozinha
seja a chance de me escutar.

Dicionário

A maneira como mexem incessantes suas bocas. Cheias de idéias, de realidades, palvras carregadas de vida. Meu silêncio se mostra incômodo, e eu não ligo. Me falta a vida nas palavras, nas idéias, na minha realidade. De suas bocas, pra mim, saem apenas silêncios pronunciando vazios que já não estão mais escritos em meu dicionário.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Confusão.

"Quero falar o que as palavras já não comportam
Sinto sem ter a capacidade de racionalizar,
Olho fingindo não ver, falo fingindo não escutar
E vou assim, me perdendo de mim dentro de ti"

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Nosso Fim?

"Palavras já não me iludem nem me ferem. Perdi a capacidade de racionalizá-las.
Me restam fragmentos, resquícios de sentimentos que um dia ousaram ser sinceros.
Sinceros demais pra nós, pra qualquer um. A ponto de ferirem nossa natureza...
sinceros a ponto de serem mentirosos.
Digam o que quizerem, falem o quanto ousarem. Mexam seus lábios, virem-se do avesso.
Não mais irei acreditar... pois nenhuma mentira jamais será tão sincera,
quanto um dia foi a nossa."


Mentira boa... acreditaria nela pro resto da vida se fosse viável. Te amo.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Entre Aspas

"Engraçado como sempre escrevo entre aspas.
Talvez porque queira transformar meus pensamentos em
idéias duvidosas. Talvez porque nem eu acredite na veracidade
dos sentimentos que me levam a escrever."

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Madrugada...

"Desordem, a palavra que melhor define seus pensamentos.
Como caminhou tanto para chegar a lugar algum? Como conseguiu correr tanto e só andar pra tás? Queria tanto, que teve. Teve tanto que acabou perdendo muito. Em sua mente calculista, jã não havia mais espaço para suas racionalidades, e nesse momento, quanto sentimento tomou conta de seu corpo. Mexendo e remexendo com o seu interior e acabando com o pouco de paz que lhe restava. Vendo as coisas escapando-lhe por entre os dedos,e alguém invadindo um espaço que até então, era intocável."

Sentimento Cômodo

"Nessa madrugada vazia, já não me faz companhia.
Um cigarro... outro, um pensamento uma citação.
Penso na paz que tinha, e que já não é minha,
penso no que fui a pouco, no que já não flui,
dos meus pensamentos confusos, emaranhados, roubados.
Que mais levarás de mim? De que tanto foges assim?
Foge... vai! Vai para o aconchego do teu lar,
Aonde já não podes sonhar, aonde as paredes sufocam o teu pensar.
Vai,vai pra não voltar, pois de onde me olhas, já não posso te alcançar."

Inquietude

"Essa angustia que me provoca.
Essa inquietação que não me deixa.
Meus pensamentos assim, jogados no papel, numa tentativa de traduzi-los em palavras e tirá-los de mim.
Meus sentimentos, minhas dores, minhas angústias, meus amores.
Jogados por aí, como trapos, como adornos que enfeitam fatos.
Por que talvez assim eu consiga fugir...
talvez assim eles deixem de me afligir."
Resolvi criar esse blog mais para organizar meus devaneios em um só lugar, do que para mostrar aos outros o que escrevo. Não escrevo específicamente para que os outros leiam, escrevo porque sinto essa necessidade quase incontrolável de pegar o papel e a caneta (ou qualquer coisa que esteja por perto) e tentar transformar esse sentimento inquietante em palavras. Enjoy! ;)