sexta-feira, 14 de maio de 2010

O que seria tudo isso pra ele? Com seu rosto feio, barba por fazer, cabelo desgrenhado profere palvras que evidenciam seu bom vocabulário. Parece o mais interessado em seu próprio discurso. Acho engraçado. Tento escutá-lo tanto quanto a menina sentada em minha frente, retirando seu esmalte rosa choque com os dedos. Duas mulheres conversam, e logo após, viram seus rostos em direção ao telão que projeta fotografias pouco interessantes. Alguém balança a cabeça enquanto ele fala. E eu? Me permito perder em divagações interiores enquanto ele se esforça para que os outros entendam suas divagações. Coitado! Dele ou de mim?

5 minutos

Penso que foram apenas 5
Fico feliz, quero sorrir.
Onde estvam todas essas palavras,
qundo eu precisava ouvir?

Fui minha, só minha,
e de meus pensamentos.
Sem amor, sem dor.
Eu e meus próprio argumentos.

É bom ser minha,
mesmo sem me gostar.
E quem sabe sentir-me sozinha
seja a chance de me escutar.

Dicionário

A maneira como mexem incessantes suas bocas. Cheias de idéias, de realidades, palvras carregadas de vida. Meu silêncio se mostra incômodo, e eu não ligo. Me falta a vida nas palavras, nas idéias, na minha realidade. De suas bocas, pra mim, saem apenas silêncios pronunciando vazios que já não estão mais escritos em meu dicionário.