quarta-feira, 16 de junho de 2010

Mentira.

Me pergunta porque quer saber?
Prometi a mim mesma não falar.
Talvez assim eu consiga esquecer,
um sentimento que vive pra me atormentar.

Chora querida, quero te ouvir gritar.
Gritar por toda a dor que eu sinto,
por tudo que jamais vou falar,
e por todas as vezes que te minto.

Em suas Asas.

Sempre batendo as asas e eu te puxo, te peço,
tento te prender e quase te imploro:
fica perto, olha pra mim finge que gosta do que eu falo.
Fala comigo, me toca com carinho, finge que quer ficar.
Assim poderei sorrir, assim poderei respirar.
Finge que vai ficar, que eu finjo acreditar.
Sou criança,
e te envolvo na minha dança.
Sou amiga, sou fiel,
tanto que minha fidelidade cança
Posso ser o teu céu,
mas me cuido para não ser,
pois no momento que te faço enlouquecer,
viro maldade e percebo que no fundo,
não sou nada na verdade.
Fiquei tanto tempo olhando pra dentro,
que nem percebi a paisagem distorcida.
O cinza do céu, com o marrom das folhas,
como briza na minha alma refletida.

O azul, o verde e o amarelo perdi,
não sei se o tempo levou,
ou fui eu que esqueci,
da infância que acabou.

Choro as faltas das cores?
Gosto do cinza e do marrom.
Mas eles me lembram minhas dores,
deixadas pelos meus amores.

E volto a olhar pra dentro.

É meu

Sabe quem eu sou? Sei que sou mais, bem mais do que tu consegues ver. Não quero me mostrar, não quero te deixar perceber, que não dá mais pra guardar. Talvez eu te conte... não sei. Tenho medo de declarar teu, tudo que eu teimo em dizer que é meu... é meu..."