terça-feira, 17 de agosto de 2010

As cores da vida.

"Olho procurando pelos cantos, pelos pequenos espaços
Com meus olhos jovens mas tão cansados.
De todas as cores falsas desbotadas pela dor.
Que tão profundo amor pode sentir um jovem coração?
De quantos amores é preciso fugir, para compor uma canção?
E quando meu olhar não mais for jovem,
e quando meu coração não mais notar as cores,
sejam elas vivas ou manchadas pelas dores.
Quando a minha alma perder o seu sentido,
saibas que é contigo que irei sem medo,
novamente a procura das cores falsas das quais
um dia, eu havia desistido."

Automutilação

"A navalha fria e sinuosa de encontro a superfície quente e trêmula da minha pele. Preciso tanto quanto do meu cigarro para acompanhar a bebida. Preciso que rasgue a minha pele, que faça transbordar a dor que estraçalha meu interior lentamente na tentativa de sair, extravasar, se dissipar perdendo-se pelo ar. Preciso tanto dessa dor que a falta dela, causa-me um estranho pavor. Um medo gigante de não aguentar. E no fim de nada adianta ficar magoada... não ouve você para me acalmar! Não adianta mais gritar calada... cansei de me escutar."

Quando as palavras me fogem

"Me vejo a procura da calmaria da solidão.
Quero a caneta e o papel. Elas precisam sair.
O silêncio me devolve a calmaria momentânea
que existe apenas para que eu tente achá-las.
Amo minhas palavras, mesmo quando elas
não se encontram, não se completam.
Elas são como o antídoto para o pesadelo interno
que eu chamo de dor.
E eu agradeço por ter as palavras, ao invés da coragem"

Meu erro.

"Meu erro foi ter me rendido a um amor
que eu não sentia.
Te permiti cuidar da minha alma e tudo,
em nome do teu amor.
Teus anseios, teus sentimentos, tuas vontades,
e teus medos em mim.
Me transformei em ti para ser digna do teu amor,
sem te amar.
E te amei... por me amar."