terça-feira, 17 de agosto de 2010

Automutilação

"A navalha fria e sinuosa de encontro a superfície quente e trêmula da minha pele. Preciso tanto quanto do meu cigarro para acompanhar a bebida. Preciso que rasgue a minha pele, que faça transbordar a dor que estraçalha meu interior lentamente na tentativa de sair, extravasar, se dissipar perdendo-se pelo ar. Preciso tanto dessa dor que a falta dela, causa-me um estranho pavor. Um medo gigante de não aguentar. E no fim de nada adianta ficar magoada... não ouve você para me acalmar! Não adianta mais gritar calada... cansei de me escutar."

Nenhum comentário:

Postar um comentário