quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Nossa casa.

Que vontade imensa de voltar pra casa, sabe a nossa casa? Onde você me espera, tranquila paciente para que eu dê um sentido para o seu dia e você para o meu. Onde iremos sentar e talvez conversar, mas sentir que a solidão de estar em meio a tantas pessoas se acaba e somos tomadas pela alegria de sermos nossas, de estarmos juntas e completas novamente. Que vontade de voltar pra casa... que saudade!

Morte da Menina


Tenho meu tempo, meu jeito minhas manias, meus defeitos.
Grito, brigo, xingo e mando descaradamente.
Sou cruel se for preciso, sarcástica e deboxada.
Sou uma puta, não quero ser amada.
Não tenho mais amor pra dar, o robauram de mim
e deixaram-me desalmada.
É o fim daquela menina doce e sincera que vivia em mim.
E eu sei... a culpa é minha eu a matei,
e todos os seus sorrisos, eu calei.

domingo, 26 de setembro de 2010

Perdição.

Quero tirar a tua paz, revirar a tua vida,
trazer pra fora essa mulher escondida.
Quero ser o teu vício, tua perdição e a tua loucura
pq só assim vou saber que terei deixado em ti,
as mesmas marcas que deixas em mim.

Autocontrole

Quero um pouco de mim, quero me sentir no controle e conseguir expor meus versos assim:
sem tu nas entrelinhas, sem teu nome no verso, sem a tua lembrança claramente estampada com a tinta da minha caneta. Quero a minha paz o meu mundo de volta.
Me ensina! Quero ser assim, altiva, controlada um verdadeiro poema de rimas marcadas, aonde está escrita uma linda história, mas que não deixa dúvidas quanto ao final. Tão triste e vazia que acaba se tornando um poema normal.

Tem apenas um corpo.

Eu to cansada dessa vida sem rumo
De não saber de onde vim
e muito menos aonde vou chegar.
Quem sabe um dia eu não sumo,
pra quem sabe nunca mais voltar

Você não sabe o que é melhor pra mim,
Nem ao menos tem amor pra dar.
Tem apenas seu corpo meu bem... um corpo, um rosto, você.

Eu to cansada de não ter o que falar
e quando me vejo perdida
Lá vou eu, te procurar
Já não faz sentido, voce entende isso?
Não e nem se importa, afinal, qual seu compromisso?

Você não sabe o que é sofrer assim.
Nem ao menos tem amor pra dar.
Tem apenas seu corpo meu bem... um cheiro, seu cheiro, você

Você sabe o que é melhor pra mim.
Mas nem ao menos tem amor pra dar.
Tem apenas meu corpo meu bem... minha mente, minha alma, eu pra você.

domingo, 5 de setembro de 2010

As Horas.

"Passa tempo, e vai me levando contigo. Deixando pra trás os meus rastros e trazendo pra mim as lembranças. Chega hora, passa minuto, nada fica, nada sobra. Teu tempo, nosso tempo, carrega tudo consigo e só deixa sobrar história. Passa tempo, sempre passa, nunca me esquece, nunca me deixa."

Quem foi?

"Quem ousou dar-te a capacidade de definir quando vou chorar e quando vou sorrir? Hoje eu tenho o sorriso no rosto, estou feliz. Mas lembro de ontem quando chorei rios e do amanhã que choroso está por vir. Eu não fui. Me pergunto apenas se um dia a dor diminui. E quando não mais estiveres aqui para definir os meus sentimentos? Penso no vazio, na diversidade de pensamentos, na falta de anseios amorosos, na solidão que não se apazigua com qualquer argumento. Quem foi, que te permitiu ser tão bela, cruzar o meu caminho, destruir a minha vida? Quem foi que te trouxe até aqui, onde tranquila eu vivia? Quem foi que levou a minha paz e me trouxe sua rara companhia? Quem foi Deus? Quem foi?"

Não sinto nada.



E então me vejo confortavelmente perdida em meio a tanto silêncio. Foi
assim que eu quis, eu lembro. Sinto o corpo dormente, a visão embaçada e o
humor extremamente estável. Estou bem, tão bem, que faço isso todos os dias
dali pra frente. As vezes mais, as vezes menos, mas preciso ficar assim, sem
sentir. Não tenho mais dor, não tenho mais mágoa nem rancor. Não tenho
fome, não tenho sede, apenas meu cigarro, mas não lembro porque motivo
ele está no meio dos meus dedos, se já não preciso fumar.
Não sinto nada, nem o toque da minha própria mão no rosto. Nem ao menos
sinto quando caio no chão do banheiro batendo de cabeça no azulejo e
percebendo o sangue a escorrer pela minha testa. Não sinto a navalha, não
escuto as palavras que essas pessoas a minha volta falam... enfim eu
consegui meu amor... já não sinto nada.

Meus limites?

Meus limites.
Tão tênues e confusos dentro de mim que
em em meio a turbilhões de desejos e conceitos,
se perdem. E quando tento de forma teimosa adquiri-los,
novamente sou invadida pela minha personalidade que teima
em dizer: "Não aceito meus limites. Não aceito me limitar."
Pobre de mim, quanto ainda será preciso que
me machuquem para que eu possa conhecer a mim mesma.

Falsa vida.

"Eu não posso mais. Não posso mais fingir que tá tudo bem. Terá que ser assim para sempre? Terei sempre que fingir ser feliz? Você recebe meu sorriso falso e nem ao menos se importa. Escuta minha eterna mentira "estou bem" mas não se dá ao trabalho de escutar direito quando no fundo eu digo "me ajuda". Tenho tanta dor pra fingir, tanto amor pra guardar, tanta lembrança pra esquecer. Uma vida é pouco, muito pouco se você não me ajudar. Tão pouco que eu desisto sem você... eu desisto."

Espera.

"Como pode ser dura a espera. Principalmente quando se sabe que quem se espera, simplesmente não sabe como é ficar a espera, de quem não sabe que alguém o espera."

Opostos.

Sua tristeza, minha felicidade.
Sua tranquilidade, minha inquietude.
Não que tú sejas triste, não que eu seja inquieta.
Teu mundo, e meu mundo, entende?
Sou teu oposto por consequência,
Tú, minha paixão por eloquência.
Nós... tristeza por mera inconsequência.