terça-feira, 19 de abril de 2011

Mente.

Cada vez que você se vai, eu fico aqui. O problema é que fico a espera, a tua espera, pra sorrir novamente, pra sonhar novamente, pra olhar pra você, pra escutar suas histórias banais sobre o dia-a-dia, sobre nossos amigos, sobre suas coisas. Eu gosto da sua voz, gosto de te ouvir falar, gosto da sua companhia. E você quando comigo, é como se estivesse bem, e você longe de mim, é tudo bem também. Eu longe de você é solidão, é tristeza, é carência, é abandono. É espera, no computador, no telefone, nos meus cachorros que não latem pra ninguém, no meu quarto vazio. Você não sabe, porque não me espera, porque sabe exatamente aonde ir pra me encontrar, não precisa me esperar. Pra você estou sempre aqui, não é? E me dói, porque preciso de você, mas mais do que isso, me dói você não precisar de mim. Me dói ser sua, quando você quer, e ser de ninguém quando você não me quer. Me dói perder as forças pra falar, que mais do que te odiar, um dia vou conseguir te ignorar, quando no fundo o que eu mais queria era ser pra você, tudo que você é pra mim. Você me dói sem razão de ser, machuca sem tocar, bagunça meu ser porque é assim, essa é você.
Eu sei brincar, jogar. Na verdade sempre fiz os meus joguinhos. Mas com você eu me recuso, não quero mais, porque sei que se eu jogar não vai ser pra perder, e no fim, serão duas derrotas, a sua e a minha. Se for pra ser, quero mais do que a metade, da metade que você me dedica. Não falo de tempo, falo de carinho, de atenção. Se eu pudesse, trocaria metade do tempo que você me dedica pelo dobro da atenção que você me dá. Aí, talvez, eu possa dizer que você não mente quando diz que me ama, não mente quando diz que lembra de mim, não mente... apenas não mente.

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