sexta-feira, 6 de abril de 2012

Amor pensado.

Engraçado perceber que tem um tipo de amor que está em alta no momento: o amor pensado. Culpa da sociedade, da evolução ou do seu Zé da padaria? Talvez dos três, de um ou de nenhum isso pouco importa. O que realmente importa são as ditas pessoas que "exibem" seu amor pensado como um troféu em forma de cérebro.
O amor pensado seria aquele amor racional mais ou menos assim: "Vou te amar das 16h as 20h. Das 22h as 24h eu esqueço você porque preciso de um tempo pra mim" ou então "Eu te amo porque gostamos de fazer as mesmas coisas, temos o mesmo nível de inteligência, formamos um casal bonito..." ou até "Eu te amo, mas não podemos ficar juntos porque a gente não combina". Enfim eu poderia citar milhões de outros exemplos. O fato é que, estamos falando de sentimento e sentimento (até onde a minha humilde ignorância me permite perceber) é algo que não se racionaliza pelo simples fato de que NÃO DÁ.
É difícil marcar hora com a saudade porque normalmente ela chega sem avisar. Não existe ter um tempo para si mesmo porque você sabe que só vai estar completo ao lado da pessa que você ama, por mais que não troquem nenhuma palavra durante horas. Você não ama alguém porque ele combina com você, e sim porque o felizardo(a) cruzou o seu caminho naquele dia e mecheu no cabelo do jeito que você gostou ou por qualquer outra banalidade. Quando você ama alguém, todos os motivos do mundo não são suficientes pra te fazer querer ficar 1h se quer longe dessa pessoa.
Não sera novidade se nesse momento você estiver me acusando de sonhadora/romântica, na verdade conheço minhas afinidades com esses termos e não tenho a menor pretensão de negar. Tenho intenção de criticar aqueles que me criticam. Tenho intenção de GRITAR nos ouvidos das pessoas que elas precisam assistir Cinderela, A Bela e a Fera, Branca de Neve e indispensávelmente o Pequeno Príncipe. Os que se dizem racionais, relutantes ao romantismo, pensem nessas leituras como a referência bibliográfica para entender como nascem os sentimentos e como eles morrem também.
E para aqueles que não quizerem entender, ou simplesmente não conseguirem (diga-se de passagem isso é um pouco triste) apenas tenham cuidado ao lidar com o coração de uma pessoa como eu. Pensem o que quizerem sobre o amor mas não esqueçam que algumas pessoas sentem ao invés de pensar. E lembre sempre daquela referência chamada O Pequeno Príncipe; "Tú te tornas esternamente responsável por aquilo que cativas"

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