quarta-feira, 4 de abril de 2012

A pequena.


Tem algo de firme e delicado ao mesmo tempo. Ela discute o tempo todo porque sabe o quanto é preciso lutar para se manter inocente nesse mundo, nunca perdeu uma batalha. Fala alto e se impõe quando acha nescessário, sorri e entorta o pescoço quando fica envergonhada. E fica linda. Eu a observo de longe, sempre de longe porque tenho medo que minhas cores fortes e maquiagem pesada manchem seus vestidos floridos e seu sorriso sincero.
Ela tem fé, eu uso drogas. Ela anda de bicicleta e não esquece de prestar a atenção no vento soprando nos seus cabelos porque se sente em paz com isso. Eu procuro a paz de alguém pra substituir a de outro alguém e assim por diante, todas as madrugadas. Vejo na Sam a inocência que a San me tirou, e volto a procurar a paz em um terceiro "S" talvez.
Sei que devo me manter assim, observando-a de longe sem interferir nas suas cores claras. E como gosto de vê-la enfeitando tudo ao redor! Me faz lembrar de quando eu era uma flor.

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