segunda-feira, 2 de julho de 2012

Seja sempre assim.




Ainda existirão dias de chuva eu sei, mas aprendi a sorrir com o rosto molhado. No fim já não sei falar sobre a sinceridade do meu sorriso  porque deixei de olhar pra dentro pra me perguntar sobre isso. Me concentro no sol que sempre vem depois da chuva. Ele surge assim, metade bobo metade sério como se viesse de algum lugar escuro mas fizesse questão de brilhar pra mim. Me jogo nos braços quentes do sol e deixo que ele me conduza com seus raios, numa espécie de dança de mentiras que por serem repetidas, passam a se tornar verdades.
Eu já não quero mais viver sem o sol, seu sorriso engraçado, sua preguiça matinal e seu calor confortante. Quero dizer mil coisas ao mesmo tempo que quero ficar em silêncio ao seu lado temendo que ele possa me descobrir. Só peço a nuvem carregada que vá fazer chover bem longe daqui e ao sol, que se possível, me acorde com seu sorriso todas as manhãs daqui pra frente.

Nenhum comentário:

Postar um comentário