terça-feira, 14 de agosto de 2012

Promisses




Foi em meio a uma caminhada sem destino que parei para observar aquele banco de praça vazio. Todos passavam apressados diante dele, enquanto seguravam seus guarda chuvas e seguiam seus caminhos ignorando detalhes da paisagem.
Eu sentei, não porque costumo sentar em bancos de praça enquanto deixo a chuva escorrer no meu rosto, mas porque eu precisava cumprir uma promessa. Talvez você nem lembre ou mais provavelmente nunca tenha entendido o que, tantas vezes eu quis dizer. Eu repeti no teu ouvido todas as vezes que ficamos em silêncio assim como escrevi em cartas, emails e bilhetinhos enviados durante uma aula; "Como você me dói de vez em quando". Aqui estava a minha promessa. "Eu vou ficar esperando você numa tarde cinzenta de inverno bem no meio duma praça...". Então eu chorei, ali sentada enquanto todos fugiam da chuva e eu tentava fugir das promessas que não poderiam mais ser cumpridas. Percebi que talvez você nem lesse Caio Fernando de Abreu ou achasse que minhas palavras eram apenas palavras de uma jovem sonhadora. Deixei que a chuva diluísse minha promessa e carregasse para o solo a tua lembrança. Só assim eu iria deixar de querer te dizer "tanta, mas tanta coisa...".

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