domingo, 11 de novembro de 2012

Desculpas.




Tudo me dói e eu não quero mais falar sobre isso. Na verdade criei uma espécie de escudo que funciona pra mim e para os outros e no fim me mantém em uma realidade longe daqui. Porque o problema é que eu continuo nos mesmos lugares, com as mesmas pessoas, com os mesmos hábitos e com os mesmos ideais. Deve ter sido fácil e divertido pra você que hoje frequenta a realidade que eu te inseri. O problema é que essa realidade era a minha! Então você está em tudo que eu faço e eu já não sei mais o remédio pra isso. Não quero deixar tudo pra trás porque simplesmente não tenho mais tempo pra me reconstruir. Quero poder conversar sobre tudo com os meus amigos, andar pelas ruas que sempre andei, ouvir as musicas que sempre escutei sem ter que me deparar com mais uma lembrança sua.
Então que me perdoem alguns amigos, as velhas ruas e as boas musicas. Hoje, pelo menos hoje, vocês são demais pra mim. Porque me trazem a lembrança daquilo que todos os dias eu rezo pra esquecer. Que me desculpe a jovem Cíntia insegura, sorridente, suave e sonhadora que eu tento voltar a ser. Pra você também não tem mais espaço aqui dentro então não tenta voltar a viver quando eu solto um sorriso bobo, você não tem forças pra aguentar o que vem na sequência. Não tem mais espaço aqui, pra nada e nem pra ninguém. Eu vivo transbordando, mas isso é quase um segredo.

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