terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

To be sad.




Não é que eu seja dramática ou pessimista, eu só não me dou o trabalho de esconder o que sinto. Esses sentimentos são os poros por onde exalam as nossas humanidades, nossas singularidades e parece que ninguém consegue enchergar dessa forma. Vão logo tapando o sol com a peneira, criticando quem chora abertamente e quem assume que não é feliz. Frases de positivismo se disseminam em uma espécie de ditadura da felicidade. Não posso com isso! Que atribuam aos meus olhos caídos e lágrimas recorrentes o papel da chata depressiva, eu não dou a mínima! Que repitam entre susurros assim que eu viro as costas "ela se acomodou no sofrimento" enquanto eu me dou os créditos de "a corajosa que admite sofrer!".
Aqui dentro eu vou levantando a cabeça aos pouquinhos. Abro a janela demanhã e respiro o ar do dia, sem me empolgar com nenhum novo amor porque eu aprendi que as vezes eles desaparecem daqui de dentro assim, sem dar notícias. Vou deixando a felicidade entrar em forma de solstício sem me preocupar com a chuva que pode vir depois porque se ela vier, novamente será aceita. Não fecharei as janelas, admirarei cada gota assim como dei valor a cada lágrima que eu derramei. Você bem que podia também ver beleza no que é triste, admirar a nostalgia. Talvez assim quem sabe, ao olhar no espelho você conseguisse se enchergar com toda essa beleza que me encanta.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Nada é por acaso...



O que eu devo fazer se a minha vida se tornou um verdadeiro filme hollywoodiano? Hoje eu minto sobre as minhas convicções porque eu nem ao menos consigo ter convicções. Eu não faço a menor idéia do que eu to fazendo da minha vida, e isso me assusta as vezes. Eu só vivo como se fosse morrer amanhã porque a felicidade que existe dentro de mim é tão pouquinha, tão escassa que eu acabo indo procurar por ela nos lugares que um dia eu encontrei.
Sim, é nesse momento que você entra na história. Não como personagem principal porque a verdadeira personagem principal faz uma bagunça tão grande que rouba a cena e confunde todo o resto do elenco. O espetáculo é uma pantomina de roteiro meio óbvio "Ela vai voltar, em algum momento, talvez porque tenha se arrependido, talvez porque ela esteja perdida, talvez porque ela mesma não faça sentido algum".
Eu tentei organizar esse roteiro, nós sabemos disso. Me empenhei em dar aos personagens o destino certo na trama, e tive sucesso com isso. O problema é que, eu não nasci pra viver um romance Hollyoodyano, normalmente durmo na metade desse tipo de filme. Faço mais o perfil de personagem de novela mexicana, e você também.
E aí lá vou eu outra vez, te chamar pelo nome completo, invadir a tua casa, a tua cama, o teu lençol. Fazer uma verdadeira tempestade barulhenta no teu quarto só porque a gente faz muito barulho junto. Além do mais, sabemos muito bem enfeitar o que somos juntas. Guardamos uma trilha sonora para cada momento inesquecível, um olhar amigo para cada transmissão de pensamento, um gole de qualquer bebida para cada momento de ciúme guardado no peito. Guardamos tudo e talvez esse seja o nosso problema porque é impossível seguir em frente levando o passado de arrasto por aí.
Passado? Alguma de nós realmente deixou pra trás? Eu acho que acabei entrando na trama de mais um roteiro e ando confundindo os personagens. Mas tudo isso você já sabe, e creio que as surpresas acabaram por aqui. Estou me tornando óbvia demais, repetitiva e acho que por vezes exageradamente impulsiva, do tipo perigosa quando perto de um coração cheio de amor.