terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

To be sad.




Não é que eu seja dramática ou pessimista, eu só não me dou o trabalho de esconder o que sinto. Esses sentimentos são os poros por onde exalam as nossas humanidades, nossas singularidades e parece que ninguém consegue enchergar dessa forma. Vão logo tapando o sol com a peneira, criticando quem chora abertamente e quem assume que não é feliz. Frases de positivismo se disseminam em uma espécie de ditadura da felicidade. Não posso com isso! Que atribuam aos meus olhos caídos e lágrimas recorrentes o papel da chata depressiva, eu não dou a mínima! Que repitam entre susurros assim que eu viro as costas "ela se acomodou no sofrimento" enquanto eu me dou os créditos de "a corajosa que admite sofrer!".
Aqui dentro eu vou levantando a cabeça aos pouquinhos. Abro a janela demanhã e respiro o ar do dia, sem me empolgar com nenhum novo amor porque eu aprendi que as vezes eles desaparecem daqui de dentro assim, sem dar notícias. Vou deixando a felicidade entrar em forma de solstício sem me preocupar com a chuva que pode vir depois porque se ela vier, novamente será aceita. Não fecharei as janelas, admirarei cada gota assim como dei valor a cada lágrima que eu derramei. Você bem que podia também ver beleza no que é triste, admirar a nostalgia. Talvez assim quem sabe, ao olhar no espelho você conseguisse se enchergar com toda essa beleza que me encanta.

3 comentários:

  1. Oi Cintia!
    Pra começar, voce nao precisa publicar este comentario. Apenas estou respondendo um que vc deixou em meu blog. Só o li hj porque ando ausente do meu espaço.

    Em minha introdução ao que seria um post sobre Adriana Varejão, que na verdade eu não consegui fazer ainda, voce chama a atenção para como transformei a artista em mais uma por não conhecer a fundo o material empregado na tela "azulejos em carne viva". Eu agradeço vc ter parado para comentar e no fundo me lembrar de que não se pode sair por aí falando de uma obra como a dela sem reflexão. O fato de eu nem mesmo ter publicado o post que prometi tem a ver com não ter conseguido estudar o livro que comprei na exposição. Sem estudar, preferi não publicar. Ainda assim agradeço voce. Devo dizer, entretanto, que o tom escrito por voce e agressivo e me chateou. Voce tem este direito e eu o direito de não publicar seu comentario. Não sei se o farei ou não. Por ora, queria dizer que te entendo. Voce me parece ser a jovem impulsiva que vejo eu sendo na epoca da Universidade. Em um segundo acha que sabe tudo e pode corrigir todo mundo, fala o que sente e pensa, e profunda, depois, pelos seus escritos aqui, se sente vazia, com medo, insegura etc. E algo comum em jovens, artistas ainda mais. E eu nao te condeno, eu tambem sou assim. Ainda gostaria de dizer Cintia que no seu blog há erros de portugues. Voce escreve ingenuamente, em varios momentos são cliches e senso comum. Chato pra quem já é mais velho. Ainda assim voce tem todo o direito de faze-lo porque este e seu espaço. Então, só queria lembrar que voce deve ter mais cuidado ao entrar num blog alheio como se soubesse de tudo, porque voce, como eu, e todo o mundo não sabe Cintia. Voce esta aprendendo e aprendendo vai ficar pela vida toda. Desculpe se me alongo, mas voce me pegou num mal dia. TPM e depois de ter visto "Les miserables" e chorado muito ao pensar na nossa historia, historia esta que vc parece mesmo nao conhecer porque no meu post que se dirigia a leigos e queria tirar impressões das pessoas, não conhecimento técnico, voce apenas citou que e preciso saber de historia. Sabe estudar numa boa universidade e excelente! a gente aprende tanto! mas com os anos percebe que era só a ponta de um iceberg. Eu como voce fiz uma universidade. Tenho doutorado em Filosofia, na area de estetica, na USP. E e triste, as vezes nem tanto, ainda ao constatar o quanto eu nada, nada sei. O quanto eu preciso aprender, o quanto aprendo todos os dias, na troca com as pessoas. Aprendi tambem com voce. Tomarei mais cuidado ao falar das obras, mesmo o blog se dirigindo a leigos. De qualquer forma, desejo que voce se encontre cada vez mais. E quando se perder se ache de novo... a vida e isso! uma constante busca, um constante aprender! E não se deixe levar pela tristeza de perder um amor ou outro, embora eu saiba que isso seja quase impossivel quando se e tao mais jovem. Se você conseguir tente encarar a vida como uma historinha que voce está contando a si mesma. Ninguém te abandona, ninguém te odeia, ou faz mal pra voce... você está dizendo isso a si mesma... Eu não diminui a Varejão, esta foi apenas sua leitura. entende? E agora eu estou fazendo uma de voce, uma leitura que eu criei a partir de seu comentario e suas linhas neste blog. Uma visão que na verdade nao e a Cintia e o que a Sonia viu na Cintia. E tudo de bom pra voce! Mesmo!

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  2. Oi Somnia! Primeiramente obrigada por mencionar o meu comentário embora eu esperava que isso acontecesse no seu blog que é um espaço aberto (pelo que percebi) para a discussão artística, mas não me incomoda o fato de você ter vindo até aqui fazê-lo. Seu comentário será sim publicado, não vejo motivos para que isso não aconteça.

    Em segundo lugar voltemos para uma análise de mim mesma. Tenho 25 anos, estou terminando a minha graduação em Artes Visuais e sou apenas mais uma nova adulta de coração partido. As vezes sou sim pretensiosa (mesmo sem perceber), as vezes sou sim impulsiva, mas isso todos somos. Você por exemplo, ter se dado ao trabalho de ler o meu blog e dar um parecer sobre mim em resposta ao um comentário é um ato impulsivo também, ou estou enganada? Falo isso porque você ainda mencionou a tpm e também porque o assunto começou no campo artístico e estamos agora aqui analisando o quanto sou prepotente e ao mesmo tempo triste e insegura.
    Tenho erros de português sim, alguns péssimos! Escrevo clichês embora eu mesma me irrite com eles. Acordo sempre de mau humor, tomo café compulsivamente e xingo muito no trânsito.
    Mas tem uma coisa que eu sei fazer e que nem todo mundo sabe que é admitir quando estou errada. Então queria pedir desculpas pelo tom com o qual escrevi o comentário. Desculpas principalmente pela arrogância. Realmente escrevi o comentário impulsivamente e não achei que ele pudesse afetar o humor de alguém. Na verdade esperava (como sempre) que do meu comentário surgisse um debate, mas pelo visto não funcionou muito bem.

    Fique a vontade para voltar e fazer análises dos meus textos quantas vezes quiser. Esses não são tão pretensiosos quanto quem os escreve. Não pretendem ser amplamente divulgados, nem bem escritos, nem poéticos e muito menos acadêmicos. São desabafos com direito a falta de vírgulas, de pontuação e de concordância porque essa sou eu.


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  3. Oi Cintia!

    Eu não havia planejado voltar aqui apenas para ver se você havia me respondido, mas hj dei de cara com seu comentário na minha caixa do blog novamente, esperando para ser moderado e me lembrei da minha atitude impulsiva daquele dia, como vc mesmo disse.

    Te agradeço por ter respondido e ter sido tão generosa.

    Eu até sei lidar com críticas, mas dependendo do tom eu viro criança e todos os sentimentos incontroláveis e irracionais vem. Sem contar que saber como a pessoa sentiu algo apenas pelo que escreveu não é uma coisa fácil... se tiver em tpm nem se fale!

    Então, desculpe-me também! Agradeço seu comentário lá ainda assim porque eu acredito de fato que a gente só se transforma algo dentro da gente com a troca com o outro. É puro clichê isso que tô falando, mas batendo os olhos no meu blog voce também veria que eu sou piegas, brega e romântica ao extremo, tudo isso disfarçada de filosofinha, escritora e artista... grande abraço.

    Espero que esteja numa fase boa!



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