segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Nada é por acaso...



O que eu devo fazer se a minha vida se tornou um verdadeiro filme hollywoodiano? Hoje eu minto sobre as minhas convicções porque eu nem ao menos consigo ter convicções. Eu não faço a menor idéia do que eu to fazendo da minha vida, e isso me assusta as vezes. Eu só vivo como se fosse morrer amanhã porque a felicidade que existe dentro de mim é tão pouquinha, tão escassa que eu acabo indo procurar por ela nos lugares que um dia eu encontrei.
Sim, é nesse momento que você entra na história. Não como personagem principal porque a verdadeira personagem principal faz uma bagunça tão grande que rouba a cena e confunde todo o resto do elenco. O espetáculo é uma pantomina de roteiro meio óbvio "Ela vai voltar, em algum momento, talvez porque tenha se arrependido, talvez porque ela esteja perdida, talvez porque ela mesma não faça sentido algum".
Eu tentei organizar esse roteiro, nós sabemos disso. Me empenhei em dar aos personagens o destino certo na trama, e tive sucesso com isso. O problema é que, eu não nasci pra viver um romance Hollyoodyano, normalmente durmo na metade desse tipo de filme. Faço mais o perfil de personagem de novela mexicana, e você também.
E aí lá vou eu outra vez, te chamar pelo nome completo, invadir a tua casa, a tua cama, o teu lençol. Fazer uma verdadeira tempestade barulhenta no teu quarto só porque a gente faz muito barulho junto. Além do mais, sabemos muito bem enfeitar o que somos juntas. Guardamos uma trilha sonora para cada momento inesquecível, um olhar amigo para cada transmissão de pensamento, um gole de qualquer bebida para cada momento de ciúme guardado no peito. Guardamos tudo e talvez esse seja o nosso problema porque é impossível seguir em frente levando o passado de arrasto por aí.
Passado? Alguma de nós realmente deixou pra trás? Eu acho que acabei entrando na trama de mais um roteiro e ando confundindo os personagens. Mas tudo isso você já sabe, e creio que as surpresas acabaram por aqui. Estou me tornando óbvia demais, repetitiva e acho que por vezes exageradamente impulsiva, do tipo perigosa quando perto de um coração cheio de amor.

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