quinta-feira, 28 de março de 2013

Sunday




Naquele domingo preguiçoso e cheio de sol, sentada na cama como se precisasse me dizer alguma coisa, ela me olhou diferente. As mãos pequenas arrumavam os cabelos e o pescoço fino sempre me fez observá-la como quem admira uma boneca de porcelana; linda e frágil. Estranhamente ela não disse nada, nem uma palavra. 
Trouxe da cozinha seu chá e como de costume, o meu café. Sentamos na cama afastadas uma da outra como se da noite para o dia, tivesse se erguido um muro entre nós. Nunca mais nos encontramos e também nunca chorei por isso. Algumas vezes aquele domingo invade os meus pensamentos e trás a tona uma dúvida: o que ela teria a dizer sobre aquela manhã, assim despretensiosamente em um blog qualquer?

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