sábado, 9 de novembro de 2013

Panquecas.



Eu sempre acordo de mau humor, levo algumas horas até conseguir sorrir por mais que os motivos pareçam convincentes. Eu tenho muitas outras particularidades mas nenhuma delas interessa a ninguém e menos ainda a você, que já conhece todas e ainda teima em me desconstruir em tantos outros detalhes.
To te escrevendo porque ando cansada de tudo e sei que você iria rir desse meu jeito, passar a mão no meu rosto e dizer pra eu me acalmar, que todo esse exagero só fica bonito em personagem de romance. E depois me contaria umas três histórias curtas, sobre uma jovem mulher que não sabia ser menos e por isso estava sempre triste. Falaria sobre a genialidade da história e misturaria nossas vidas desregradas com panquecas, aquelas que nós nunca dividimos.
Hoje eu me senti demais pra mim e desculpa te falar, mas você sabe que me entende melhor do que ninguém. Você me fez tão simples que eu quase acreditei que poderia viver sem explodir e que se isso acontecesse, seria como um espetáculo de fogos de artifício ou qualquer outra coisa bonitinha o suficiente pra me fazer sorrir.
Ando perdendo a voz, escrevo muito pouco. Parece que a angústia aumenta quando isso acontece. Também não leio mais e assisto poucos filmes que valham a pena assistir. Quase não sonho durante a noite, o que é engraçado porque meus sonhos sempre foram motivos de risos entre nós. Parece que tudo aquilo que falávamos sobre o futuro aconteceu muito antes do que eu previa, ou é tudo só uma fase e eu ainda vou escrever, chorar e gargalhar muito sobre outras coisas. Ou talvez seja só um dia ruim e eu esteja com saudades...