domingo, 5 de janeiro de 2014

Para @ meu/minha filh@.


Eu poderia começar esse texto te contando uma bela história romântica cheia de reviravoltas e de muita fantasia porque te digo meu amor, disso eu entendo. Mas tenho tanto a te dizer que deixo essas histórias pra mais tarde. Viver dói... e eu sei que não é o tipo de coisa que você gostaria de ouvir de mim, mas eu tenho o péssimo hábito de ser sincera e disso, talvez, você já saiba.
Entre a dor de existir e a beleza de sonhar é onde você pode se encontrar sempre que precisar. Não tenha tanto medo quanto eu, não seja tão vil a ponto de se abater e permanecer em luto eterno nem tão frio que não saiba chorar quando a dor visitar o teu coração. Seja valente o suficiente para admitir os teus próprios medos. Chore sempre que sentir vontade, represente amor sem nunca pensar duas vezes e não deixe que a frieza dos outros te faça esquecer o verdadeiro valor da existência.
Antes que o tempo, a vida e os amores acabem por corromper os meus valores quero deixá-los por escrito. Lembre-se de que você não é nada vivendo sozinho e coloque amor em tudo que fizer. É só o que te peço. Viva intensamente cada minuto da sua vida, extrapole alguns limites, seja sempre fiel a você mesmo e principalmente a quem você ama. Seja o maior motivo de seu orgulho e prometa a si mesmo viver por um bem maior que a sua própria existência.
Beijos de sua mãe. (7 dias antes de completar 26 anos de idade)

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