segunda-feira, 31 de março de 2014

Deixa Estar...


Tenho a impressão que uma hora ou outra eu vou invadir esse quarto, puxar as tuas cobertas e te jogar o primeiro objeto que eu catar pela frente enquanto grito acusações. E você vai me olhar com essa mesma cara de quem poderia até abrir a boca pra falar e rebater tudo que eu digo, mas não sabe o que dizer  porque é indiferente a toda a minha raiva.
As vezes penso em roubar teu celular e apagar todas as informações, desde os contatos até aquelas fotos de mulheres peladas que mais parecem papéis de parede de um adolescente punheteiro. E aí você iria me questionar, dar as costas e me ignorar pelo resto do dia porque minha atitude desesperada não te causa nenhum desespero.
Tenho vontade de te perguntar porque deu em cima de mim como uma solteirona desesperada se a tua vida tava tão fudida que não tinha espaço nem pro teu amor próprio. Mas logo a vontade passa porque eu penso nas desculpas esfarrapadas, nos elogios vazios e me dá preguiça de te confrontar. Então te deixo assim quietinha com a quase certeza de que eu acredito nas tuas afirmações tão mal formuladas.
Eu quase vou, quase falo, quase surto e depois penso que não vale a pena. Te presenteio com minhas lágrimas de vez em quando e com algumas meias verdades porque eu não posso ser a única iludida nessa história. Você não merece meu exagero, não merece um texto meu. Não merece todo esse amor que vive em mim e teima em se dizer só teu.

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