segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Desencontros.



Gritei, xinguei, quebrei, bati, chorei, morri, supliquei pra que tu me mostrasse o caminho que levava ao teu encontro, mas tu nunca me ouviu. Por mais que eu falasse, tu nunca soube me ler. Pra ti sempre fui o caos sem tradução, na maior parte do tempo tu via em mim vazio. Do teu lado eu sou só e somente.

Quem não ama mente.




A verdade é que, na vida, certos amores nos escapam por entre os dedos. Alguns deixam rastros, feridas, cicatrizes, outros simplesmente se apagam no passado, são confundidos com momentos bons em companhia de... de quem mesmo? Se tem uma coisa que eu sei fazer dessa vida é amar, até amor eu invento. Já amei por uma noite, já amei sozinha, já amei pra sempre.
E é nesse pra sempre que você entra. Eu que já tinha te esquecido me vi obrigada a te lembrar. A história é meio longa, mas o que interessa é que eu descobri que esse amor vivia em um lugar protegido em um cantinho do meu coração. Eu acreditei em outro amor e a decepção foi mais dolorosa do que a tua partida (como se isso fosse possível, dor maior do que a de te ver indo embora). Teu amor foi tudo que podia ser, menos uma mentira, que por sinal, mentira é uma palavra que acabei descobrindo depois da tua partida.
Então lembrei de ti. Lembrei de ti quando o celular tocou e a mensagem não era a tua,  quando o abraço não foi o teu, lembrei de ti quando me vi amando sozinha, lembrei de ti quando chorei e o motivo não era tu, lembrei de ti depois de muitas doses. Pensei que se tu me aparecesse no meio da noite eu te pediria um beijo e tentaria roubar de novo o teu coração, nada no mundo seria capaz de me impedir disso, não mais. Porque por ti fazia sentido sofrer, porque a nossa história nasceu pra ser tema de novela, inspiração de best seller, filme de hollywood.
Nada vai voltar a ser como era antes. Eu aprendi a mentir. E talvez esse texto seja uma mentira, talvez esse amor seja uma mentira, talvez eu seja uma mentira.
Talvez não.

"Te deixo descansar, assim calo a fúria de te despir em palavras e conjugações, cujos verbos seriam..good bye my friend, my honey, my love, fique bem."

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Raquel Vargas "Mesmo sendo algumas palavras, guarde fundo no seu peito..."


Feche os olhos e saia
À procura daquela canção de amor
Pode ser que esteja escondida neste céu
Estique os braços mais uma vez
Não se esqueça de que eu
Estarei sempre ao seu lado
Mesmo quando ficar até o amanhecer sozinha, olhando as estrelas
Você só tem um coração, não deixe que ele se encha só de tristezas
Esses seus suspiros de solidão, eu os transformarei na brisa da primavera

Aquela ladeira onde o sol está batendo
Eu subirei de bicicleta
E levo junto as nossas lembranças já esquecidas.
Assobiando
E rosando os lábios
Da mesma cor de uma flor chamada felicidade que descobri junto a você

Se já esqueceu, abra a janela e deixe se espalhar o som dessa canção de amor
Talvez esteja escondido neste céu
Coloque as mãos pro alto mais uma vez
Não esquecerei de que você
Está sempre por perto a qualquer hora
Debaixo do céu estrelado ou quando uma lágrima está a escorrer no amanhã
Mesmo sendo apenas algumas palavras, guarde no fundo do seu peito
Pois por você, agora estou fazendo soprar a brisa da primavera

Aquela ladeira onde o sol está batendo
Eu subirei de bicicleta
E levo junto as promessas que havia feito a você
Assobiando
E rosando os lábios
Agradecendo pela felicidade de tê-la encontrado

Agradecendo pela felicidade
De tê-la encontrado

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

It's all outside and i'm hier.





Eu vejo pela janela da minha vida estradas infinitas, sorrisos constantes, amores próprios que exalam auto confiança. E eu fico aqui, como uma criança que não pode ir pra rua brincar como todas as outras e que por isso inventa seus próprios jogos. Eu nasci com olhos diferentes. Um dia me disseram que pessoas assim são especiais, mas não são. Pessoas como eu são apenas solitárias porque vivem em um mundo que ninguém mais consegue entrar. Da minha janela eu consigo ver gente que tem paz na alma, sorriso no rosto, esperança no amanhã. Vejo a maneira como elas sorriem e treino no espelho, troco algumas peças de roupa, finjo interesse pelos assuntos que elas se interessam enquanto espero acordar dessas tempestades que eu mesma crio por puro desespero.
Eu ainda tô presa em um apartamento pequeno, olhando a chuva bater na janela, imaginando como vivem todas as outras crianças, esperando o fim da tarde porque é o horário mais bonito. É quando o sol fica laranja e meus pais vem me buscar, é quando eu recebo abraços e tomo café quentinho, é quando meu irmão puxa meu cabelo só pra me ver gritando, é quando todo o resto do mundo deixa de existir pra caber em um apartamento.
Eu vejo a vida da janela e abano pra quem passa por aqui, mas se me olham eu faço careta e coloco a língua.
"Queria conseguir te deixar saber tudo o que ainda precisa ser curado dentro de mim, com duas das suas palavras mais bonitas e um dos seus beijos mais calmos. Às vezes, eu gostaria que você visse o mundo aqui da minha janela, e soubesse do que eu estou falando. Queria que entendesse meus acessos de seriedade quando alguma frase sua fez meu cérebro pifar. A verdade é que eu odeio esse meu vício crônico de não deixar nada passar, mas foi algo que eu aprendi enquanto tentava me proteger. Talvez eu saiba, de alguma maneira estranha, que nada disso vai funcionar como eu acredito ser o mais bonito - e mesmo assim, eu acredito."

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014


"Mas ela vai reencontrar
O chimarrão e a amizade
Num solstício de verão
De verão
De verão..."